Nas travessias do deserto, nova descoberta de Jesus
Marcelo Barros
Nesse domingo 18º do ano B, as Igrejas históricas propõem que continuemos a leitura do capítulo 6 do evangelho de João. Neste domingo, lemos João 6, 24 a 35.
Devemos amar o silêncio interno e externo. O silêncio em si não é bom. Somos feitos para se relacionar, compartilhar palavras, trocar ideias e sentimentos.
É do conhecimento de muitos, na civilização cristã, que Jesus de Nazaré confidenciou a São Bernardo que sua maior dor, desconhecida em parte pela criatura humana, é a chaga decorrente do peso de sua cruz salvadora, na seguinte manifestação:
Charles de Foucauld: presença de encontro com todos
“É um grande dia para a Igreja na Argélia”, foi com estas palavras que o arcebispo de Argel e presidente da Conferência Episcopal Regional do Norte de África comentou a aprovação, da parte do consistório ordinário público presidido pelo papa Francisco, da canonização do sacerdote francês Charles de Foucauld (1858-1916).
Jesus conheceu a vida real do povo, com todas as suas contradições, na escola do Pai, que é a escola da vida humana, em contato com as necessidades dos mais pobres e excluídos, em uma plena solidariedade, inclusive na busca por um trabalho possível junto aos seus.
Carlos de Foucauld “empreendeu um caminho de transformação até se sentir irmão de todos os homens e mulheres. [..] Ele orientou o desejo de doação total de sua pessoa a Deus para a identificação com os últimos, os abandonados, nas profundezas do deserto africano”. (Fratelli tutti, 286-287)
“Vista pelos parâmetros habituais, a existência deste insólito personagem foi um total fracasso. Cem anos após tombar mártir em seu amado deserto argelino, somos mais de 13.000 pessoas no mundo que nos consideramos seus filhos espirituais.
Religiosas são presença, apoio e esperanca ao povo mais pobre
Encontro virtual promovido pela 6ª Semana Social escancara a ausência de políticas de públicas no país e apresenta trabalhos valiosos da vida religiosa junto aos mais pobres