Tenho tanta sede de levar enfim a vida que entrevi, que adivinhei, ao caminhar pelas ruas de Nazaré, ruas que os pés de Nosso Senhor pisaram, e Ele, o pobre artesão perdido na abjeção e na obscuridade... (Carta à sra. de Bondy, 24/6/1986).
Tua regra: seguir-me .... Fazer o que eu faria. Em tudo te perguntes: “Que teria feito Nosso Senhor?” e faça-o. É tua regra, mas tua regra absoluta (Escritos Espir., p. 171).
A oração é todo encontro da alma com Deus. É também olhar para Deus, sem palavra, estando a alma unicamente ocupada em contemplá-lo com o olhar de que ama, embora emudecido em seus lábios, até mesmo em seus pensamentos... A melhor oração é aquela onde há mais amor (Écrits Spir., p. 160).
É preciso passar pelo deserto e aí permanecer por algum tempo para receber a graça de Deus: é nele que nos despojamos, que afastamos de nós o que não é Deus e que esvaziamos completamente a pequena morada de nossa alma para deixar todo o lugar exclusivamente para Deus.
É preciso amar a justiça e detestar a iniquidade e quando o governo temporal comete graves injustiças contra aqueles dos quais estamos de certa maneira encarregados, é preciso dizê-lo...
Não conhecendo regiões mais perdidas, mais abandonadas, mais desamparadas, com maior falta de operários evangélicos, do que o Saara e o Marrocos, solicitei e obtive autorização para estabelecer na fronteira um Tabernáculo e de congregar alguns irmãos para a adoração da Sagrada Hóstia.
As mortes súbitas, ou quase súbitas são assustadoras, sobretudo, quando atingem em plena felicidade pessoas pouco acostumadas a pensar na outra vida ...
Pelo seu próprio testemunho de vida, Charles de Foucauld evidencia que a consagração religiosa não existe para si mesma. Sendo uma forma singular de seguimento de Cristo, deve assumir as mesmas opções de vida do seu Senhor.